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A beleza renasce na 11ª bienal de arte contemporânea de Lyon

©AFP / Jean-Philippe

LYON, França (AFP) – A 11a edição da Bienal de arte contemporânea de Lyon, aberta ao público nesta quinta-feira, propõe, até o final de dezembro, aos visitantes uma “longa viagem pelo imaginário”, através das obras de 78 artistas internacionais, com destaque para os expositores brasileiros, misturando poesia, provocação e utopia.

O título escolhido pela curadora Victoria Noorthoorn, “Uma terrível beleza nasceu”, reflete a “perplexidade” dos artistas em relação ao presente e suas “contradições”, explica o diretor artístico da Bienal, Thierry Raspail.

O nome foi inspirado, também, no poema “Easter, 1916”, de William Butler Yeats, onde ele descreve suas emoções e questiona “o estado de urgência do mundo e das artes, hoje”, comenta Noorthoorn.

“É uma viagem entre momentos duros de reflexão sobre a realidade e momentos de liberação do imaginário”, destacou ela.

O evento prosseguirá até 31 de dezembro, em torno de artistas vindos da Europa, da África e da América Latina.


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As obras estão sendo expostas em 13.000 metros quadrados.

Um “jardim à francesa”, do argentino Jorge Macchi, que recria o cenário do filme “Ano passado em Marienbad”, tem ao lado um “enorme galinheiro” – uma fantasia da brasileira Laura Lima ou ainda um “peixe monumental”, do holandês Michel Huisman, que ofrece ao público “uma experiência inédita da arte”.

A cineasta brasileira Daniela Thomas mergulha o público no absurdo, com “Breath”, uma peça curta (24 segundos) e sem atores, de Samuel Beckett.

A criação “Puxador” da também brasileira Laura Lima, apresenta um figurante nu, puxando longas correias, como se tentasse fazer o prédio vir abaixo.

A exposição foi concebida em torno de “dez percursos”, como tantas “narrações que se encadeiam e se respondem”, precisou a curadora, preocupada em apresentar obras “claras” e “acessíveis ao grande público”.

No ‘Açucareiro, um antigo entreposto industrial, uma peça teatral da alemã Ulla von Brandenburg, “Kulissen”, convida o visitante a ultrapassar um limiar simbólico, através de uma série de cortinas, para penetrar no “cenário” da exposição.

Outras obras monumentais estão presentes, como a enigmática fortaleza “Stronghold” do polonês Robert Kusmirowski e a criação poética do argentino Eduardo Basualdo, na qual uma “maré” de água vermelha flui e reflui durante dois minutos, retirando-se depois.

O humor e o trágico estão lado a lado na exposição, com os “poemas visuais” do brasileiro Augusto de Campos acompanhado de vídeos “trash” do artista Tracey Rose (África do Sul); já os 55 caixões empilhados de Barthélémy Toguo (República de Camarões) simbolizam a África, enquanto o argentino Ernesto Ballesteros apresenta impressionantes esculturas flutuantes.

A Bienal foi inaugurada na noite de quarta-feira pelo ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand. Em 2009, recebeu 165.000 visitantes.

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1 Comentário

  1. 11 de outubro de 2011 ás 19:43 Responder

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