Life&Style

Trombose venosa e embolia pulmonar são alguns males do viajante

Viajar já é uma constante atividade na vida de muitas pessoas hoje em dia e algumas preocupações acabam tomando conta de nossas cabeças na medida que o tempo de viagem vai aumentando. O que isso pode significar em nossas vidas, em nossa saúde?

Pensando nisso, alguns especialistas revelam dados interessantes e dão algumas dicas importantes para garantir um maior bem estar e consequentemente preservar sua saúde. O assunto atraiu até mesmo a atenção do Governo Federal, que deve sancionar uma lei para tornar obrigatório que as empresas de transporte coletivo instruam os passageiros sobre os cuidados preventivos.

Alguns problemas podem ocorrer durante viagens longas, quando uma pessoa permanece muito tempo sentada, e podem comprometer a circulação na região das pernas. Problemas podem acontecer também naqueles aviões muito apertadinhos onde temos literalmente a impressão de estarmos dentro de uma lata de sardinha.

Lata de sardinha

Conheça medidas simples que podem ajudar a prevenir a trombose

Medidas simples podem ajudar os passageiros a evitar os riscos de sofrer uma trombose venosa, especialmente em viagens aéreas de longa duração. A trombose ocorre quando em um determinado vaso sanguíneo, o sangue deixa de estar fluido para formar uma massa chamada de coágulo. Essa massa provoca o entupimento agudo, obstruindo aquele trecho da circulação. Embora não existam dados que comprovem a existência da “síndrome da classe econômica”, percebe-se que indivíduos obesos, muito altos e que viagem preferencialmente no assento da janela, têm maior risco de trombose. Para ajudar a esclarecer a população, um projeto de lei aprovado no Senado, aguarda a sanção da presidenta Dilma Roussef, para tornar obrigatório que as empresas de transporte coletivo instruam os passageiros sobre os cuidados preventivos.

Segundo o angiologista e cirurgião vascular Dr. Adilson Paschoa, a prevenção da trombose em viagens longas ainda é especulativa. Mas crê-se que escolher o assento do corredor e movimentar ativamente os membros pode aumentar velocidade da circulação do sangue, diminuindo o risco. Outro recurso que pode ser útil é o uso de meias de compressão graduada (conhecidas popularmente como “meias elásticas”). O uso de medicamentos pode ser indicado, mas precisa ser analisado individualmente por um médico.

Não há nenhum estudo que comprove que a pressurização da cabine, o consumo de bebidas alcoólicas ou a desidratação estejam relacionados à maior ocorrência de trombose nessa situação. De modo geral, a ocorrência de trombose venosa relacionada a viagens é mais frequente em percursos acima de 8 horas de duração e está frequentemente associada a outros fatores, como cirurgia recente, idade avançada, câncer em atividade, uso de estrógeno, gravidez, trombofilia genética etc. “Por precaução, eu recomendaria às pessoas nestas condições que procurassem um médico para orientação antes da viagem”, avisa o Dr. Paschoa.

Sintomas

Habitualmente os sintomas da trombose venosa profunda dos membros inferiores são o inchaço do membro e a dor. No entanto, a sintomatologia pode ser branda, dependendo do território venoso acometido. As veias com trombose acima do joelho costumam provocar mais sintomas (trombose venosa proximal) do que aquelas abaixo do joelho (trombose venosa distal). “Infelizmente, parte das tromboses não produzem sintomas e a primeira manifestação pode revelar a “viagem” de um coágulo que partiu do membro e que chega à circulação pulmonar, configurando o quadro de embolia pulmonar”, explica o especialista. “Pode-se dizer que todo o indivíduo que fez uma viagem recente de longa duração e que apresente inchaço do membro inferior, dor e endurecimento de panturrilha, deve ser investigado para o diagnostico de trombose venosa”, alerta o médico.

Caso o paciente tenha uma trombose, é importantíssimo procurar o médico e seguir o tratamento recomendado. De acordo com o Dr. Adilson Paschoa, o tratamento clássico da trombose venosa se baseia no uso da heparina (por um período que varia de 5 a 10 dias) associada a uma droga inibidora da vitamina K (AVK), que deverá ser mantida por um período que varia de três a seis meses.

Estudos mostram que o tromboembolismo venoso (TEV) é a terceira causa mais comum de morte cardiovascular em todo o mundo, sendo responsável por uma morte a cada 16s e ficando atrás apenas da doença cardíaca isquêmica e do acidente vascular cerebral (AVC).

Já a embolia pulmonar acontece quando um coágulo desprende e viaja para os pulmões através do coração, podendo bloquear uma das artérias pulmonares. Sem tratamento, a consequente perda de função pulmonar pode levar rapidamente à morte, matando até 1 em 4 pacientes. Os estudos sobre a epidemiologia de EP no Brasil são raros, todos com dados de autópsias, e mostram que, nessas condições, a prevalência de EP varia de 3,9% a 16,6%.

Com estes estudos e com toda experiência que fui adquirindo com o tempo, posso garantir para você que uma das melhores formas de evitar tais problemas, é se movimentar e tentar ao máximo evitar voos muito longos. Sempre que possível, faça uma parada estratégica no meio do caminho e movimente e estique bastante seu corpo.

Boa viagem!

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