Dicas & Destinos

Você visitaria um antigo campo de concentração?

Por: Daniella Barbosa

Visitar campos de concentração e de extermínio é um programa bastante popular, por mais estranho que pareça. O mais famoso deles é Auschwitz, na Polônia, que em 2012 recebeu 1,43 milhão de visitantes.

Há quem ache um programa um tanto deprimente visitar um lugar onde milhares de pessoas perderam suas vidas de uma forma tão brutal. Alguns classificam como turismo do terror, turismo de guerra ou ainda turismo mórbido. Rótulos a parte, visitar um antigo campo de concentração pode ser sim um passeio bastante interessante, a atmosfera não é das mais leves e você não vai sair do passeio dando pulos de alegria, mas se você gosta de história certamente dará muito valor a essa experiência.

Repare na foto abaixo. Dá pra imaginar que um lugar tão bucólico assim já foi um campo de concentração? Esse é o campo de concentração de Neuengamme, localizado a 50 minutos de Hamburgo, no norte da Alemanha. A sensação é de estar ali foi como visitar um grande e muitíssimo silencioso cemitério.

Esse-é-o-campo-de-concentração-de-Neuengamme


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Agora imagine visitar um antigo campo de concentração acompanhado de um grupo de alemães, que tal? Visitei Neuengamme pela primeira vez na companhia do meu irmão, meses depois um grupo formado por amigos de diversas nacionalidades me convidou para visitar novamente o lugar, o passeio foi organizado por jovens alemães. Falar sobre a 2º Guerra Mundial e os campos de extermínio na Alemanha de hoje não é mais um tabu como muita gente imagina, principalmente entre a nova geração. Para os mais velhos, ainda é um assunto bastante delicado, mas a juventude reconhece os erros cometidos no passado e acreditam que lugares como Neuengamme devem ser preservados, como uma espécie de alerta a humanidade para que nada semelhante volte a acontecer.

Entre 1938 e 1945, Neuengamme foi o maior campo de concentração nazista no noroeste da Alemanha. Cerca de 42,900 prisioneiros de Neuengamme morreram durante a guerra e no processo de evacuação do campo. Em junho de 1945, o Governo Militar Britânico transformou o lugar em uma prisão temporária para membros da SS e demais funcionários do regime nazista.

Na sequência, grande parte do Campo de Neuengamme passou a ser usado como prisão regular que esteve em funcionamento até meados de 2006, quando finalmente foi desativada e o local transformado em memorial.

Hoje, o visitante tem a chance de conhecer a exibição permanente com um rico acervo histórico e ainda fazer uma visita pelas dependências do campo na companhia de um guia ou sozinho com o auxílio de um áudio guia.

Mapa---antigo-campo-de-concentração

Como chegar:
Na estação central de HauptBahnHof em Hamburgo, pegue o trem S21 ou S2 até a estação de Bergedorf. De lá pegue o ônibus 227 ou o 327 e desça na parada KZ-Gedenkstätte (Ausstellung).

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9 Comentários

  1. 11 de outubro de 2013 ás 10:53 Responder
    Fabio

    Olá gente, sabe, nunca tive a oportunidade de viajar ao cenário da segunda guerra, devido aos custos é claro, mas também sou um fanático pelo assunto, agradeceria aqueles que quiserem enviar ao meu e-mail, curiosidades relativas ao assunto vividas em suas visitas a locais que contaram a história.
    Abraços, Fábio. Segue meu e-mail – farisouza3@yahoo.com.br

  2. 3 de junho de 2013 ás 15:32 Responder

    Incrível. Apesar de que concordo com o termo “turismo mórbido” (rsrs), faria uma visita ao local sem dúvidas. Acredito que o clima seja pesado e que para algumas pessoas com uma sensibilidade aguçada possa ser uma experiência ruim. Mas ainda assim enriquecedora ao meu ver. Dani e suas experiências em Hamburgo, na Alemanha, que a cada dia dá mais vontade de conhecer. Estou anotando! 😉

    • 4 de junho de 2013 ás 20:51

      É bem por aí Mariana. É um turismo um pouco mórbido, mas enriquecedor de qualquer forma. Seja pelo conhecimento histórico ou pela oportunidade de estar em contato com uma realidade que está geograficamente mais afastada da nossa realidade vivida no passado.
      Cultura sempre enriquece 😉
      Bjs.

  3. 27 de maio de 2013 ás 16:32 Responder
    Augusto Moura

    Estive em visita ao Auschwitz, na Polônia no ano passado pois era um objetivo meu conhecer, pois já estive na Alemanha algumas vezes e nunca tinha visitado um campo de concentração, como sou agente de viagens, e sempre sou procurado por clientes para viajem Europa com visita a um campo de concentração, aproveitei em minha viagem fui conhecer de perto, e para minha surpresa, acredite, no dia de minha visita esta ocorrendo um evento local, pois era uma data importante no holocausto e estava presente 5 judeus prisioneiros neste campos dando uma palestra, foi surpreendente, pois o mais novo tinha 86 anos, e no final todos mostraram a marca tatuada na pele pelos nazistas, impressionante uma aula de historia geral.

    • 31 de maio de 2013 ás 16:24

      Posso sentir uma pontinha de inveja pela sua experiência desta oportunidade de estar presente nesta palestra? Você estava no local certo, na hora certa hein!!
      Realmente deve ter sido uma experiência fantástica, enriquecedora.
      Forte abraço de nossa equipe.

  4. 24 de maio de 2013 ás 11:45 Responder

    Eu estive em Ravensbrück ao norte de Berlin e foi inusitado. Estava fazendo uma pesquisa para o meu mestrado e, portanto, estava totalmente envolvida com a história daquela época. Para mim foi uma experiência ruim. Não voltaria e não recomendaria. Mas, por outro lado, acho que pode ser interessante desde que a pessoa vá sabendo que tem um clima pesado e poderá encontrar coisas que não são tão legais como, por exemplo, meias, roupas, cabelos de quem esteve por lá. No campo que estive também havia fornos para cremar os corpos… Isso acabou comigo. Chocante.

    • 24 de maio de 2013 ás 16:49

      Nossa Andrea, que pesado hein!!
      Acredito, pessoalmente, que é importante também termos nossos “olhares” mais críticos e aprofundados em algumas viagens e poder estar em um local onde saber algo mais sobre todo o terror daquela fase da história pode ser enriquecedor. Claro que não é legal para algumas pessoas topar com esse choque. O importante é que não haja omissão, governos tentando tapar o sol com a peneira para minimizar algo tão feio que foi cometido no passado.
      Mas acredito que o clima realmente seja muito pesado…

      Bjs,
      Naira Amorelli.

    • 22 de outubro de 2016 ás 19:51
      Ana Mara Costa

      estive nesse lugar em abril de 2016,,, foi inusitado pra mim,pensar que la teve tanto sofrimento,e hoje parece ser um lugar de extrema paz e silencio!!!! sera inesquecivel….

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