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No “Dia de Portugal” comemore com o melhor da gastronomia portuguesa no Rio de Janeiro

Que nós somos apaixonados por Portugal não é segredo para ninguém, temos até uma editoria exclusiva sobre esse lindíssimo e encantador país – a editoria Descubra Portugal existe para auxiliar os viajantes com dicas quentinhas para suas viagens por Portugal – e tudo que se refere a este país é amplamente divulgado por nossa equipe, sempre que possível. E pra corroborar nosso amor pela “terrinha” resolvemos dar algumas dicas deliciosas para você curtir o “Dia de Portugal” no Rio de Janeiro.

A dica de hoje é um pouquinho diferente e vai pegar você pelo estômago. Resolvemos indicar para você alguns dos mais gostosos restaurantes e confeitarias que servem pratos portugueses de lamber os beiços. Alguns possuem uma história tão ligada a Portugal que fica difícil não fazer uma viagem ao tempo de sua fundação. Ressalto que todos os mencionados aqui foram visitados por mim, são lugares que eu amo frequentar, onde pude avaliar de forma totalmente afetiva, a semelhança com a típica cozinha portuguesa. Obviamente alguns pratos acabam recedendo releituras com o passar do tempo, mas não me prendi a esses e sim aos tradicionais.

Um pouco de História

No dia 10 de Junho, é celebrado o Dia de Portugal, além disso, comemora-se também o dia da morte do poeta Luís Vaz de Camões, no ano de 1580, autor do famoso “Os Lusíadas”, a maior obra memorável de Portugal.

No período do regime ditatorial do Estado Novo, em 1933, até á Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, a data era comemorada como o “Dia da Raça”. Após a Revolução, em 25 de Abril de 1974, passou a ser celebrado como o fim do regime ditatorial e homenagens a Portugal, a Camões e ás Comunidades Portuguesas.

Junto à colonização e as novidades que esse País nos trouxe, não podemos esquecer as delícias portuguesas. Doces que se tornaram referência de sabor e tradição nas diversas confeitarias do Brasil.

E nada melhor do que celebrar a data, com um cardápio de pratos tipicamente saborosos.

Um pouco sobre a culinária portuguesa

O tamanho territorial de Portugal é completamente desproporcional à sua vasta cultura gastronômica. Isso se deve a grande tradição portuguesa e sua história culinária de mais de 8 séculos. Foram muitos povos, de diferentes regiões do globo, que influenciaram a culinária local: os fenícios, os romanos, os mouros, dentre outros. Na chamada Era dos Descobrimentos, um dos pontos mais altos das civilizações ibéricas, a culinária de Portugal se intensificou mais graças ao comércio e às suas colônias.

Portugal criou o primeiro império global da história, numa época em que era uma das maiores potências navais do mundo. Durante esse período, os navegantes trouxeram para o país diversos alimentos estranhos aos olhos e costumes dos portugueses. As especiarias trazidas e adotadas pela população passaram a ser misturadas com os alimentos já existentes e consumidos. Esse período foi extremamente importante para que fosse criada uma culinária com um caráter nacional.

Confeitarias e Restaurantes que servem saborosos pratos e quitutes portugueses no Rio de Janeiro

Confeitaria Colombo

Em setembro de 1894 era inaugurada, no Rio de Janeiro, a tradicional Confeitaria Colombo, localizada no centro histórico da cidade e um dos seus principais pontos turísticos. O estabelecimento foi fundado pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão. Integrada ao cotidiano do Rio de Janeiro, a Confeitaria tornou-se ponto de encontro da intelectualidade, onde se reuniam poetas, literatos e artistas, chegando a ser considerada uma extensão da Academia Brasileira de Letras. Foi a casa preferida de nomes como Olavo Bilac, Machado de Assis, José do Patrocínio, João do Rio, Washington Luiz, Epitácio Pessoa, Getúlio Vargas e muitos outros, servindo de palco para inúmeros debates e até mesmo decisões históricas e políticas.

A gastronomia da Colombo tem sabor de tradição, com destaque para os doces e salgados portugueses que enfeitam e enchem os olhos nos balcões do Bar Jardim, no térreo. Ali é possível experimentar clássicos como Pastéis de Nata, Quindim de Camisola, Pingo de Tocha, Risoles de Camarão e a campeã de pedidos, a Coxa Creme. Diariamente são produzidos cerca de 2.200 doces e 2.000 salgados para abastecer os balcões com produtos fresquíssimos e de produção 100% artesanal.

Confeitaria Manon

Inaugurada em 1942, a Confeitaria Manon é uma das pérolas do Centro do Rio de Janeiro, tombada pelo Patrimônio Histórico da cidade desde 1993. Fundada por sócios portugueses e espanhóis, a casa tornou-se famosa por seus doces e salgados que durante décadas atraíram uma clientela ilustre, entre políticos, artistas e intelectuais.

Ao fundo da entrada principal fica o aconchegante salão de almoço e chá. A decoração do espaço é uma réplica do interior do navio português Serpa Pinto, que fazia a rota Rio-Lisboa, com piso de mármore de Carrara, espelhos franceses e outros itens originais.

Entre as delícias lusitanas que a casa oferece diariamente estão as saborosas Pataniscas de Bacalhau e o imperdível e crocante Pastel de Nata. Não deixe de reservar uma tarde para um chá da tarde ou uma manhã para um belo café da manhã e assim começar seu dia de forma ainda mais especial.

Casa Cavé

A Casa Cavé, confeitaria mais antiga e tradicional do Rio, com 157 anos, é referência de sabor quando se trata de doces portugueses.

Por aquele salão de chá, passaram de d. Pedro II a Juscelino Kubitschek. De Olavo Bilac a Carlos Drummond de Andrade. Ali degustaram pastéis de Belém e “ratinhos” de pão de ló e especiarias, doces que fazem a fama do local atravessar mais de século e meio. Entrar por lá é voltar ao passado e reviver um pouco do Rio Antigo, dos tempos felizes e tenros que deram lugar à correria e aos lanches velozes das cadeias fast-food.

Como herança dos bares portugueses, vieram sanduíches como o “Francesinha”, de filé mignon, linguiça defumada, queijo, presunto e molho especial de cerveja em três fatias do pão Petrópolis feito na casa. E também o “Bifana”, de filé mignon, cottage, gorgonzola e cebolinha, coberto com lascas de alho frito, no pão ciabata fermentado em iogurte, também feito na Cavé. Já entre os pratos principais, a minha aposta é a bela posta de bacalhau fresco, como molho cítrico de laranja e maracujá. Na seara dos doces, nada como o Ícone da casa, o famoso Pastel de Nata, com creme especial de ovos, o Toucinho do Céu, com amêndoas, os Ovos Moles de Aveiro e o Guardanapo, feito com massa de pão de ló, com um saboroso recheio de chocolate e amêndoas ou doce de ovos.

Restaurante Rancho Português

Ao cruzar as belas portas de madeira trabalhada e entrar no casarão que fica em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas, a sensação é de ter cruzado fronteiras e desembarcado diretamente em Portugal. Inaugurado em dezembro de 2014, o Rancho Português é um legítimo reduto lusitano no meio da Zona Sul carioca.

A casa carioca segue a proposta de oferecer cozinha portuguesa de mesa farta e tradicional. Na seleção de entradas, destacam-se o polvo à provençal e a porção de leves e sequinhos bolinhos de bacalhau. Entre os pratos principais, há um capítulo inteiro dedicado a receitas de bacalhau, em porções para duas pessoas. São 15 opções, sendo os carros-chefes o Lagareiro (posta de bacalhau assada com cebola, batatas assadas, brócolis, pimentão, alho, salsinha e azeitonas com caroço) e o Narciso (em postas, assado na brasa, puxado no azeite, alho, cebola, salsinha e pimentão, acompanhado de batatas ao murro).

No capítulo de sobremesas, além dos doces conventuais, incluindo o exótico Pudim do Abade de Priscos (que leva com toucinho e vinho do Porto), rabanadas ao vinho do Porto, arroz doce e outros. O destaque fica para o doce Natas do Céu, composto por camadas de ovos moles, creme de claras e farofinha de biscoito.

Gruta de Santo Antônio

Do Rio de Janeiro para Niterói é bem rapidinho, são menos de 20 minutos, mas depois de cruzar a Ponte Rio-Niterói ou atravessar de barca, quando você chega no tradicional restaurante Gruta de Santo Antônio, no bairro Portugal Pequeno, o tempo parece parar diante das delícias da terrinha.

A Gruta de Santo Antônio desde 1977 atrai visitantes de todas as partes do País, no comando da cozinha a querida e carinhosa Dona Henriqueta Henriques e o chef Alexandre Henriques, as estrelas da cozinha portuguesa de Niterói, que servem mais de uma tonelada por mês de bacalhau, entre outros frutos do mar, além é claro, de outros pratos clássicos da gastronomia portuguesa.

Especialidades como o Bacalhau a Lagareira – um suculento lombo assado no azeite virgem, cozido em molho de alho e servido com batatas ao murro, o espetacular bolinho de bacalhau recheado com queijo Serra da Estrela e o especialíssimo Bacalhau do chef, no qual o peixe é cozido em fogo baixinho, na própria gordura e com colágeno, e chega a mesa desmanchando ao toque do garfo são algumas das obras primas desse templo da gastronomia portuguesa. Antes de começar sua viagem gastronômica pela terrinha, peça o delicioso pastel de nata de bacalhau para já entrar no clima e levantar voo.

O chef Alexandre Henriques é um cozinheiro inquieto e está sempre em busca de novidades, sua prioridade é agradar aos mais exigentes paladares, e para deleite dos clientes da Gruta de Santo Antônio, ele criou uma nova versão para o tradicional pastel de natas, tornando a sobremesa ainda mais especial. Acrescentou Nutella ao recheio e criou uma receita que junta a nata normal com o conhecido creme de avelã e chocolate. O novo pastel tem a típica massa folhada, uma camada de Nutella e o creme de nata por cima antes de ir ao forno. Ele chega na mesa com um estalar delicioso na massa e um recheio incrível.

A dica aqui é muito simples: feche com chave de ouro pedindo o pastelzinho de nutella, ou o “pijaminha”, o trio de deliciosos doces lusitanos: pastel de Nata, rocambole de laranja e toucinho do céu – um bilhete de ida direto para as mais tradicionais docerias portuguesas.

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2 Comentários

  1. 8 de junho de 2017 ás 20:06 Responder
    Jadir

    A data da morte de Camões está errada!

    • 9 de junho de 2017 ás 10:58
      Redação

      Sim, Jadir. Muuuuito obrigado por nos atentar ao erro. Já acertamos.
      Abraços!

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