Cultura & Entretenimento

Búzios e sua história

Quem já ouviu falar de Búzios, a belíssima cidade ao norte do estado do Rio, com sua natureza exuberante, sol forte por quase todo o ano e diversificada gastronomia não faz ideia da rica história que ela possui. Pensando nisso, resolvi compartilhar com você um pouco de sua história e quem sabe assim, fazer com que seus dias na cidade fiquem ainda mais ricos em conhecimento. Afinal, saber um pouco da história de um local também pode ser uma divertida viagem.

Inicialmente a região de Búzios era habitada pelos índios Tupinambás até o início do século 17. Porém, antes, ainda no século 16, em 1502, ano do descobrimento do Brasil, navegadores Portugueses passaram pelo local e região.

Na metade deste mesmo século a Baia de Guanabara foi ocupada por uns 20 anos por uma legião de Franceses, que a ocuparam sem utilizar a bandeira da França, com a intenção de ocupar a área e criar uma colônia chamada de França Antartica. Os franceses foram derrotados definitivamente em 1567, quando então, em termos práticos ocorreu a fundação da Cidade do Rio de Janeiro, após batalha contra os franceses vencida por Mem de Sá, então Governador Geral do Brasil e Estácio de Sá seu sobrinho e capitão incumbido da fundação da Cidade.

Embora derrotados, os corsários franceses (uma espécie de pirata mas com aval da coroa de seu respectivos países) continuaram a visitar a área de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, quando negociavam com os índios Tupinambás, levando Pau-Brasil para a Europa. Podemos entender então que, os primeiros habitantes da área de Búzios eram os Tupinambás, vulgarmente chamados de “Tamoios”.

Por volta de 1618, os Franceses foram novamente derrotados pelos Portugueses com a ajuda dos índios Goytacazes, e definitivamente expulsos da área. Como resultado desta guerra, os Tupiniambás que eram aliados dos Franceses, ou morreram ou fugiram da área. E segundo muitas fontes, a maioria deles foram praticamente exterminados.

Você sabia que boa parte da história do Brasil teve Búzios como palco? E não poderia existir melhor cenário. O pau-brasil, encontrado em abundância na região, era contrabandeado por portugueses e franceses, que buscavam a valiosa madeira de lei utilizada como lenha pelos índios. A briga colonizadora no século XVII dizimou grande parte dos Tupinambás, que transmitiram em herança nomes como jerivá ou jeribá (palmeira onde florescem coquinhos doces) e que, anos mais tarde na história de búzios, deu nome a uma praia, mas com a escrita modificada pelos buzianos para Geribá.

Do contrabando de pau-brasil os portugueses passaram a traficar escravos africanos, que eram desembarcados nas praias da Rasa e de José Gonçalves e transportados para o Rio de Janeiro. Não por acaso, após a assinatura da Lei Áurea, escravos fugidos e ex-escravos libertos estabeleceram-se na região, formando um quilombo.

No século 17 e século 18, e até metade do século 19, a pesca da baleia era importante para a economia e engenharia da época. E até a metade do século 19, havia ainda muitas baleias tanto na Baía de Guanabara como nos litorais próximos. O óleo de baleia, tinha inúmeras finalidades, e se misturado ao cal produzia uma argamassa muito forte, usada na construção de fortes, igrejas e construções de pedra e tijolo. E o que isto tem à ver com Búzios?

Bem, o nome oficial da cidade é Armação dos Búzios, nome este em decorrência de uma armação de madeira que existia em uma praia, usada como instalação para a industria da pesca e extração da carne e óleo de baleia. Ou seja, “Armação” era o nome dado às construção beira mar para onde as baleias fisgadas pelos arpões eram levadas. Ou seja, era um estabelecimento com infraestrutura apropriada para a pesca da baleia, nas costas brasileiras.

Não é por motivo fútil que em Búzios existe a Praia da Armação e também a Praia dos Ossos, local onde respectivamente se instalava a industria de extração da carne e óleo de baleia, e a outra praia, onde eram jogados ou enterrados os ossos das baleias.

Com o fim da industria da pesca da baleia, que deixaram de aparecer nestas águas, inclusive na Baía de Guanabara após o surgimento dos navios à vapor e à consequente maior pesca e exploração por parte de navios do hemisfério norte, os habitantes de Búzios passaram a viver da pesca.

Até a metade do século 20, segundo relatos, no local conhecido como Búzios, existia poucas casas, a maioria delas ao longo da orla da Praia do Canto, da atual Orla Bardot e Praia da Armação, e maioria delas casas de pescadores. Em frente à praia da armação, hoje ainda são vistas, talvez umas 2 ou 3 casas construídas no século 18 ou talvez século 19, e perto uma igreja do século 18, a Igreja de Sant´Ana erguida em 1740, em torno do povoado da então existente armação baleeira.

Enfim, o local era uma aldeia de pescadores em um cenário paradisíaco.

O local onde havia esta pacata vila de pescadores, que chamava atenção pelas suas belezas naturais foi descoberta pela elite carioca nos anos de 1940.

Nesta época as mansões de milionários e socialites ficavam em Cabo Frio, onde mantinham decks privados ou ancoradouros em suas propriedades para guardar seus barcos. E certamente, seja por carro através de vias precárias, ou mais provavelmente por barcos, visitavam o local à passeio.

Entretanto, em fotos de 1964, podemos notar que existiam casas bem construídas, mas não suntuosas, que também eram usadas por moradores ou pessoas de fora para veraneio. Mas no local não havia nenhuma infraestrutura turística, e era apenas um vilarejo.

Búzios e Brigitte Bardot

Foi então que em 1964, a atriz Brigitte Bardot, então no auge de sua fama e carreira, havia vindo ao Brasil, especialmente ao Rio de Janeiro, em visita na companhia de um namorado de dupla cidadania, brasileira e marroquina. Os dias de Brigitte Bardot no Rio de Janeiro estavam sendo muito desconfortáveis para ela, pois não encontrava sossego, sendo muito perseguida por fotógrafos em qualquer lugar onde ela fosse. Cansada ela havia desistido de sair e ir à praia, e segundo relatos, ao tomar banho de sol no terraço de uma apartamento de cobertura no Leme, bairro vizinho de Copacabana, ela teve sua paz novamente perturbada por um helicóptero com um fotógrafo à bordo.

Cansada da falta de privacidade e impossibilitada de descansar, seu namorado e amigos tiveram a ideia de se refugiar-se em um local afastado onde não existiria o assédio dos fotógrafos, e este local foi Búzios. Foi somente então que Brigitte Bardot encontrou paz e a bela natureza ao redor, podendo passear e caminhar pela pequena aldeia onde ninguém a importunava.

Os dias de Brigitte Bardot em Búzios foram agradáveis e de pleno sossego, e foi desde então que Búzios ganhou fama nacional e internacional.

Ocupação gradativa por brasileiros e estrangeiros

A partir de então o local começou a ser gradativamente ocupado com construções feitas de modo irregular e sem seguir à nenhuma legislação urbanística.

A vila foi crescendo e no início dos anos de 1970, chegaram alguns Argentinos refugiados de seu pais por motivos políticos. A notícia acerca do belo local correu na Argentina, e muitos outros vieram, parentes ou não, e muitos lá se estabeleceram também, estabelecendo comércio e atividades no local. Deste modo, pode-se dizer também que, a presença de Argentinos em Búzios é bem notada.

A fama de local paradisíaco continuava a crescer e se propagar, com muitas celebridades e milionários visitando o local nos anos de 1970. Búzios havia se tornado um local da moda.

Búzios e o turismo

O local continuava a crescer rapidamente, tendo se tornado inclusive alvo de especulação imobiliária, e em 1995, se tornou um município autônomo, emancipando-se de Cabo Frio.

A cidade é também marcada por um estilo de arquitetura e construção que caracteriza Búzios, lembrando e fazendo referência ao estilo de casas coloniais e pelo uso de materiais de demolição na construção, aproveitando madeiramento, telhas coloniais antigas e outros elementos, dando as construções e arquitetura da cidade uma aparência diferenciada e típica do local.

Seguindo este ideal estético e culturalmente preservacionista, a legislação urbana da cidade também proíbe a construção de edifícios altos, e no local pode-se ver predominantemente casas de no máximo 2 andares ou tendo no máximo um terceiro andar como mirante ou mezanino.

Em 2012 Búzios foi eleita o “Melhor Destino de Sol e Praia do Mundo”, pela Euroal 2012, ficando à frente de Cancun no México e Ibiza na Espanha. A Euroal é a organizadora de um Salão e evento internacional de turismo, arte e cultura.

 

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