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Como Paris está tentando diminuir o trânsito

É hora do rush em Paris e, das margens do Sena, durante o início de uma noite de março, é fácil ver por que os motoristas estão irritados.

Paris

Em setembro de 2016, os cais mais baixos do dique do rio, na região central de Paris, foram fechados para todos os veículos, limitando os motoristas pelas duas vias que margeiam o Sena a trafegar apenas por um cais superior.

Agora, até 18h, ele fica lotado de automóveis entupidos em direção ao subúrbio. Enquanto isso, os cais mais baixos, agora reservados para bicicletas e pedestres, estão sempre vazios, com apenas um ciclista ali ou um skatista aqui.

O paisagismo que vai eventualmente transformá-los em uma sucessão de gramados, bosques e canteiros de flores está apenas começando a emergir, de forma que ainda é possível ver a antiga estrada — que agora não pode ser transitada.


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A prefeitura não fechou os cais inferiores sem uma boa razão, de qualquer forma. A mudança é parte de um esforço para reduzir o número de carros privados nas ruas da cidade. Paris não está apenas limpando os veículos dos cais, mas banindo os que mais poluem de transitar pelas suas vias, com a criação de um sistema que detalha a idade e as emissões de automóveis e que todos eles devem possuir colado no parabrisa para trafegar. Débitos de veículos também podem ser consultados por meio do mecanismo.

Isso já instigou dias alternativos de dirigir pela cidade ou a proibição total de tráfego durante picos de poluição. Além da medida do rio, Paris pretende cortar o número de faixas em outros eixos principais e tornar bairros inteiros em zonas calmas, sem carros e dominadas por bicicletas.

Isso já está presente, por exemplo, no processo de redesenhamento de sete grandes praças para reduzir faixas de carros e de estacionamento enquanto aumentam os espaços de pedestres e vegetação.

Paris

Esses são tipos de medidas que são ouvidas por anos de cidades “amigas das bicicletas”, como Copenhague, na Dinamarca, que tem uma população de 1,2 milhão de pessoas. Mas Paris é diferente: é uma vasta região metropolitana com cerca de 11 milhões de habitantes que estão frequentemente conectados por uma rede de artérias intensas de carros. Nessa escala, esse tipo de regulação dos automóveis é algo inteiramente novo — e impactante.

Paris está fazendo isso porque precisa. A reputação de beleza e charme da capital francesa talvez seja repetida até o nível do clichê, mas durante nos anos 1960 e 1970, a cidade — como várias outras — foi profundamente remodelada pelo planejamento carrocêntrico.

O boom automotivo pós-guerra transformou as tranquilas avenidas da metrópole europeia em artesias com cheiro intenso de gasolina, empurrando prédios históricos e estrangulando o coração da cidade com um anel viário que se tornou um sinônimo de congestionamento e poluição.

Igualmente importante é o fato de que Paris conseguiu reunir um movimento política que limita o papel dos carros no futuro. É uma luta que autoridades em Londres e Nova York não tiveram dúvidas em assumir. A história de como a capital francesa deixou os veículos ganharem a batalha por anos — e agora voltou à briga — é valiosa.

A modernidade de Paris

Que as ruas de Paris se tornaram uma questão contenciosa não é uma surpresa. Em poucas outras cidades grandes, as ruas são um debate político tão importante quanto na capital francesa.

A imagem da Paris moderna foi criada pelo desejo de controlar o plano viário — e as pessoas que o usariam. As demolições em massa e a campanha de reconstrução do Barão de Haussmann, na metade do século XIX, eliminaram os becos medievais tortuosos e colocaram no lugar os novos bulevares. Uma das justificativas era que ruas maiores impediriam bloqueios por barricadas e, portanto, reduziriam o risco de insurreições populares contra o Estado.

As novas vias de Haussmann, no entanto, foram barricadas várias vezes — em 1870, durante a Comuna, durante a Liberação de Paris, em 1944, e em maio de 1968, quando protestos de estudantes de esquerda e atos gerais pararam a cidade. As barricadas de 1968 procuraram não apenas sabotar o papel das ruas como lugares de tráfego, como também o controle do Estado sobre o plano viário que ele representava.

O slogan clássico da época, “Sous le pavés, la plage” (“Debaixo do asfalto, a praia”), sugeria que a eliminação da infraestrutura urbana poderia também liberar os cidadãos do controle social, permitindo um modo de vida mais livre.

Embora seu plano original fosse mais radical, a promessa se cumpriu na política atual da cidade: os cais baixos do Sena foram fechados pela primeira vez em 2002 para criar uma… praia temporária. A Paris Plage começou sua ocupação ao lado da via de passagem de carros com árvores, areia e cadeiras de praia.

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