Gastronomia etc.

Da Colômbia ao Senegal: cinco restaurantes não-europeus em São Paulo

Encontrar ótimos restaurantes em São Paulo é tarefa fácil, pois a cidade possui um rico circuito gastronômico bem conhecido por sua diversidade

As massas da Itália são tão tradicionais em São Paulo que a cidade até já criou sua própria receita italiana: o polpetone, do Jardim di Napoli. Há duas décadas, a chegada de chefs franceses impulsionou o crescimento de bistrôs em bairros distintos da metrópole, como o De La Paix, em Higienópolis, e o Le Jazz, em Pinheiros — em um circuito gastronômico que não vive sem as batatas fritas (french fries). As padarias administradas por portugueses são cânones da comida paulistana e, nos últimos anos, cresceu o interesse do público por pratos alemães, com os oferecidos pelo Fast Berlin, também em Pinheiros.

São Paulo, porém, possui uma grande rota de bares, restaurantes, estabelecimentos e cozinhas não-europeias que, além de contarem as histórias de fluxos migratórios distintos dos que vieram da Europa, enriquecem o circuito gastronômico da cidade, já conhecido por sua diversidade. Na capital paulista é possível comer uma carne argentina no almoço, lanchar uma arepa colombiana à tarde e jantar um espaguete marroquino à noite. A seguir, indicamos cinco lugares na cidade para provar gostos além do Velho Continente.

restaurantes em São Paulo

As empanadas são verdadeiros clássicos argentinos

Moocaires (Argentina) – Rua da Mooca, 3.593 – Mooca

Apaixonado pelo Boca Juniors e por Maradona, o argentino Cristian Galarz não considera um desafio ter aberto um restaurante típico do seu país na Mooca, tradicional reduto italiano em São Paulo. Na Argentina, a diáspora vinda da Itália foi tão grande quanto a que chegou à metrópole brasileira no começo do século XX. No menu, os clássicos argentinos estão todos presentes, mas as empanadas são o carro-chefe da casa. A pequena comunidade argentina em São Paulo costuma se reunir lá para ver os jogos da seleção, do campeonato local e, claro, e comer um asado.

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As tradicionais arepas

La Gorgona (Colômbia) – Rua São Miguel, 22 – Bela Vista

Quem estiver na Rua Augusta tem pelo menos duas alternativas para experimentar as iguarias da cozinha colombiana: na altura do número 1291, há o Macondo Raízes Colombianas, um food truck que oferece as tradicionais arepas, mas descendo em direção ao Baixo Augusta há o La Gorgona, um bar tocado por três amigos colombianos que tem no menu desde os patacones até as famosas arepas em formato de sanduíche. Apesar de receber o público eclético da Augusta, concentra os sempre animados colombianos que vivem na cidade.

Tanger (Marrocos) – Rua Harmonia, 359 – Vila Madalena 

O Tanger, na Vila Madalena, parece pequeno quando se olha de fora, mas tem vários ambientes diferentes no seu interior, todos inspirados na arquitetura marroquina. Há também uma coleção de artigos do país posta ao lado das mesas, o que permite ao cliente comer enquanto observa os itens, que vão de pratos até tapeçarias. Um dos pratos mais pedidos é o cordeiro desfiado com purê de abóbora, chamado de “Desarrumadinho do Tanger”, mas há também o espaguete de espinafre com merguez que traz uma linguiça de cordeiro apimentada. Para a sobremesa, a dica é o Corne de Gazelle, uma massa recheada com marzipan e essência de flor de laranjeira.

Biyou’Z (continente africano) – Alameda Barão de Limeira, 19 – Campos Elíseos

Apesar de tocado por uma camaronesa, a simpática Melanito Biyouha, o Biyou’Z tem como objetivo apresentar as culturas africanas a uma cidade que, apesar de receber muitos imigrantes do continente, tem poucas casas típicas no seu circuito gastronômico. Por isso, o Biyou’Z oferece pratos de Senegal, Nigéria, Congo, Angola, Tanzânia e, claro, de Camarões. Entre eles, o Tiep – que tem arroz, carne, cenoura, repolho, batata doce e mandioca – e o Fumbua – amendoim torrado com azeite de dendê. Nas horas vagas, é possível ainda fazer tranças africanas no cabelo nos salões ao redor.

Komah (Coreia do Sul) – Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 378 – Barra Funda

A imigração sul-coreana para São Paulo começou nos anos 1970, cresceu duas décadas depois e hoje é parte do cosmopolitismo da cidade. Apesar da maioria da comunidade viver entre os bairros da Liberdade e do Bom Retiro, no centro, onde estão os restaurantes frequentados pelos nativos, há algumas opções que atraem os brasileiros mais curiosos. Um deles é o Komah, na Barra Funda. Aberto há alguns anos pelo chef Paulo Shin, ali se pode comer desde o Kimchii Bokumbap (arroz com Kimchii e caldo de frango e porco) até o Yukhoe, uma carne típica do país.

Yukhoe, uma carne típica da Coreia do Sul. Foto: David Hyu

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2 Comentários

  1. 14 de abril de 2019 ás 11:47 Responder
    Flávio Moreira

    Só faltou completar o serviço dando os endereços dos restaurantes.

    • 14 de abril de 2019 ás 19:14
      Redação

      …Pane no sistema, alguém me desconfigurou…Aonde estão meus olhos de robô?…Eu não sabia, eu não tinha percebido… Com o ínicio da música da Pitty (Admirável Chip Novo), pedimos desculpas por essa derrapada. Mas a matéria já está atualizada!

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