Cultura & Entretenimento

Um pouco da história do papiamento

A língua nativa de Aruba, o papiamento, pode parecer simples, mas em sua história existe uma complexa rede que define a ilha e seus habitantes. Falada somente nas ilhas ABC, o papiamento é um idioma creolo, reconhecido oficialmente como língua  nativa de Aruba, ao lado do holandês, somente em março de 2003.

História

Evidências do papiamento usado como idioma nativo datam de 300 anos, com documentos de Curaçao do início do século XVIII, provando que a língua era usada como vernáculo por toda a população da ilha, incluindo a classe de holandeses nativos e mercadores judeus. Segundo o livro “Kiss of a Slave: Papiamentu’s West African Connections,” (Beijo de um Escravo: Conexões do Papiamento na África Ocidental), de Efraim Frank Martinus, o idioma tem raiz afro-portuguesa creola, nascido no comércio negreiro e firmado como língua nativa nas regiões de Aruba, Bonaire e Curaçao.

Aruba Tourism Authority

Reconhecendo a importância da linguagem para a identidade nacional, esforços para criar um conceito, uma lei e a padronização do idioma se iniciaram em 1984, com a criação do Instituto Linguístico Antilhano, uma comissão instalada pelo governo, com subcomissões representando cada uma das ilhas ABC. O rompimento de Aruba com as Antilhas Holandesas em 1986, com a proclamação de seu status de separação dentro do Reino Unido, contribuiu para uma visão divergente entre o idioma falado em Curaçao e Aruba, onde a língua continua a ser catalogada de uma forma diferente por meio dos esforços de linguistas locais Ramon Todd Dandare e Mario Dijkhoff.

Similar a outras línguas creolas, o papiamento nasceu da necessidade, começando como uma linguagem de pequenos grupos e utilizando uma estrutura gramática simples e léxicos limitados para propósitos elementares de comunicação entre pessoas que já possuíam idiomas nativos diversos. Segundo Dandare, a etimologia do papiamento em sua raiz é baseada na estrutura linguística africana. A maioria de seus vocábulos é composta por variações de palavras em português e espanhol, com crescente empréstimo do holandês, sendo essa língua oficial da ilha durante o período de educação (etimológico), e de palavras em inglês – essas relacionadas, principalmente a temas ligados à tecnologia.

Diferentemente do espanhol, papiamento não usa palavras que identificam gêneros. Ao contrário, da mesma forma que idiomas africanos da região de Cabo Verde, o uso de entonações e repetições é muito aplicado para diferenciar significados e enfatizar o discurso, respectivamente.

Definido localmente

Resquícios da cultura nativa de Aruba também estão presentes no Papiamento, ainda que de forma limitada, para nomear locais dentro da ilha, como Arikok, Macuarima, Madiki e Turibana.

Foram reconhecidas as oportunidades para que o idioma se tornasse cada vez mais rico com o tempo. Enquanto o inglês e o espanhol têm, cada um, mil anos de história, o papiamento ainda é uma língua relativamente jovem. Dandare descreve o papiamento como estando em processo de emancipação linguística, assim como tendo o poder de causar impacto psicológico positivo na população da ilha com sua introdução no sistema escolar. O idioma papiamento é ensinado na escola, ao lado do inglês e do espanhol. Porém, todos os livros estão no idioma oficial holandês. O “Institututo di lenga Arubano (IDILA)” (Instituto de Língua Arubano), sob o Departamento de Educação, mantém seus esforços para estabelecer um padrão de uso do papiamento e para oferecer a ele o status que merece.

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3 Comentários

  1. 16 de outubro de 2018 ás 14:12 Responder
    João Mendes

    Para quem precisa de esclarecimentos: o Papiamento língua crioula dos territórios ABC (Aruba, Bonaire e Curaçau) é da família do crioulo de Cabo Verde (língua Cabo-verdiana) e foi levada para as Caraíbas, no século XVII, pelos cabo-verdianos daquele tempo (forros e escravos), peritos na cultura da cana e na produção do açucar, e que foram contratados por empresários judeus que foram investir nesse negócio nas Caraíbas. Os cabo-verdianos ensinavam essa tecnologia prè-revolução industrial (plantar cana e produzir açucar, que tinham aprendido dos madeirenses), aos escravos provenientes de outras regiões africanas, e faziam isso na sua língua, crioulo de Cabo Verde (língua Cabo-verdiana), daí a língua se ter implantado em Aruba, Bonaire e Curaçau. Ao contrário de muitas estórias interesseiras, querendo ligar o Papiamento diretamente ao Português, ao Galego ou ao Castelhano (vide Papiamento, na Wikipedia – versão portuguesa e versão espanhola, onde os portugueses e espanhóis, cada um reclama para si a origem direta do Papiamento), de facto, isso não é verdade, o Papiamento não é de origem direta do Português, Galego ou Castelhano, é da família do crioulo de Cabo Verde (língua Cabo-verdiana). Sabem onde se consegue ver isso melhor, é a dizer palavras obscenas e a ofender alguém, é tal e qual se diz ainda hoje tanto nos territórios ABC como nas ilhas de Cabo Verde. As palavras obscenas mantiveram-se as originais, não tiveram influências lexicais nem do Castelhano nem do Holandês. Também o Papiá Cristang de Malaca, o Patuá de Macau, e vários crioulos do oriente (de Damão, Sri Lanka, Mianmar, Filipinas, Indonésia) e de África (Casamance, Guiné Bissau, Serra Leoa e Nigéria, estes dois últimos relexicados para o Inglês ), todos com origem no crioulo de Cabo Verde (língua cabo-verdiana), que era a língua franca falada nas feitorias portuguesas na costa de África (do Senegal à Serra Leoa), e que foi levada para o oriente pelos milhares de cabo-verdianos (forros e escravos, já cristianizados e a falar crioulo) que serviram como marinheiros e “escravos de armas” nas caravelas portuguesas, demandando o oriente. Nós os cabo-verdianos, nos entendemos muito bem com toda essa gente, falando o seu crioulo e nós o nosso. Portanto o Papiamento, o Papiá Cristang, o Patuá Macaense e os crioulos, ditos de origem portuguesa, de Damão, na India, Sri Lanka, Mianmar, alguns locais nas Filipinas e alguns locais na Indonésia, são crioulos da família linguística do crioulo de Cabop Verde (língua cabo-verdiana) e indiretamente do galaico-duriense ou galaico-português, língua que o povo falava em Portugal no século XV e XVI.

  2. 27 de agosto de 2015 ás 18:18 Responder
    Claudia Maria Gonçalves

    Descobri….Bonaire

  3. 27 de agosto de 2015 ás 18:11 Responder
    Claudia Maria Gonçalves

    O que são ilhas ABC: A – Aruba e C – Curaçao e o B?

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